|
Os resíduos sólidos urbanos têm coletas domiciliares e comerciais um dos mais importantes fatores a serem considerados nos serviços municipais de limpeza, por diversos motivos, dos quais se destacam o custo operacional e as interfaces com a população.
Com respeito à interface com a população, esses serviços estão permanentemente sob os seus olhos, bastando pequenas deficiências para que surjam criticas e reclamações.
As deficiências do serviço de coleta causam sobrecarga em outros, principalmente àqueles responsáveis pela limpeza de vias públicas, de terrenos, e sistemas de drenagem de águas pluviais, que são invariavelmente penalizados por parte da população que, ao primeiro sinal de falha do serviço, atira lixo em encostas, terrenos vazios e nos rios.
Desta forma, a coleta dos resíduos sólidos domiciliares é parte essencial de um sistema bem organizado de saneamento para uma cidade, influindo nas condições ambientais que refletem diretamente na qualidade de vida da população.
Sob o aspecto sanitário, a necessidade de coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos deve-se a fatores relacionados à transmissão de doenças, ora contaminando o próprio ser humano que entra em contato com agentes químicos e biológicos presentes na massa de resíduos sólidos, ora contaminando fontes de alimentos e água, utilizados pela população. Economicamente, além dos gastos com saúde pública, devem ser considerados os decorrentes da recuperação das áreas degradadas pelos despejos clandestinos, como limpeza de córregos, canais e terrenos.
Não deve ainda ser desprezado o problema decorrente da acumulação de resíduos em terrenos de acesso público, bem como aqueles ligados a enchentes e alagamentos causados pela obstrução de canais, córregos e dos sistemas de drenagem de águas pluviais.
|