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Tratamento de lixo hospitalar pode subir 20%Aqui você pode digitar o inicio de seu post. Ele será exibido na página principal de seu blog.
O tratamento do lixo hospitalar vai ficar mais caro para a Prefeitura de Araras. Terceirizado, o serviço pode ter aumento de 20% a partir do mês que vem, quando vence o contrato com a Sterlix Tratamento de Resíduos Ltda.
Segundo a Tribuna apurou, o quilo de material recolhido, que custava R$ 1,40, deve passar para R$ 1,68 - a melhor oferta feita no pregão eletrônico, realizado no último dia 18. Mas a Prefeitura ainda vai apresentar uma contraproposta para negociar uma possível redução sobre esse valor.
Por ano, segundo estimativas do Departamento de Serviços Públicos, hospitais, consultórios médicos e odontológicos, postos de saúde, farmácias e clínicas veterinárias da cidade produzem cerca de 220 mil quilos de lixo. Para tratar esse volume, a administração precisará desembolsar, após o reajuste, R$ 371,4 mil.
O tratamento dos resíduos hospitalares deixou de ser feito pela Prefeitura em 2004, depois que o incinerador da cidade foi considerado inadequado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental). Desde então, o serviço é licitado e depende de prestadores de serviço, que recolhem o lixo na Usina de Reciclagem e Compostagem pelo menos duas vezes por semana.
O contrato com a Sterlix, de Mogi Mirim, vence na semana que vem, mas ela deve continuar atuando no setor já que ofereceu o melhor preço no pregão eletrônico - além dela, as empresas Madri Saneamento Ambiental Ltda. e Filadélfia Comércio e Transporte Ltda. também participaram da disputa.
A Tribuna apurou que, por estar situada mais próximo de Araras do que as demais interessadas, a Sterlix leva vantagem no valor do frete para vir recolher o material e isso acaba influenciando na oferta final pelo serviço. O resultado oficial da licitação deve ser homologado na semana que vem.
O processo foi aberto no início desse mês para evitar problemas semelhantes aos ocorridos no ano passado. Na época, o contrato venceu e uma das empresas interessadas em assumir o serviço entrou no Tribunal de Contas para impugnar a nova licitação, alegando estar em desacordo com uma das exigências que a administração fazia.
O documento solicitava uma licença de trabalho emitida pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental),mas a empresa alegava que isso só poderia ser feito depois que o contrato fosse fechado.
O impasse fez com que a administração firmasse contratos menores com empresas que poderiam retirar, no máximo, oito toneladas de resíduos por mês - o equivalente a cerca de 50% do lixo hospitalar coletado na cidade.
Como não eram suficientes, parte do material composto por seringas, agulhas, luvas cirúrgicas, produtos de curativos e outros itens começou a acumular em uma sala da Usina de Reciclagem.
A coleta normal feita pela Prefeitura também ficou comprometida. Por cerca de dois meses, ela ficou paralisada em muitos pontos da cidade, o que gerou reclamações.
Conscientização
Um dos problemas que a administração enfrenta é o descarte de materiais não contaminados no lixo hospitalar. "Ainda tem muito papel que poderia ser jogado no lixo comum nesses sacos e isso representa um gasto desnecessário para a Prefeitura, já que ele não precisa passar por todo esse tratamento", observa Florivaldo Adorno de Oliveira, diretor do Departamento de Serviços Públicos.
Para ele, a situação é considerada séria, mas fica ainda mais grave quando ocorre o contrário. "Quando o material cortante ou contaminado é jogado no lixo doméstico o problema é bem pior. Tudo que chega na Usina é colocado nas esteiras e passa por triagem. Nesse processo, alguém pode se machucar ou acabar se contaminando, sem contar no risco também para os lixeiros", analisa.
Ele lembra que, pela resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), os geradores do lixo hospitalar são responsáveis pelo tratamento dele - procedimento que, hoje em dia, ainda é realizado pela Prefeitura. "Em outras cidades, cada um paga pelo seu lixo e isso pode acabar acontecendo aqui também, no futuro", completa.
Se fosse assim, os hospitais de Araras arcariam com as maiores despesas. Somente o São Luiz, de acordo com estimativas do Departamento, produz aproximadamente 40% do total de lixo contaminado da cidade.
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